O glaucoma é uma doença ocular crônica que afeta o nervo óptico de forma gradual, causando-lhe dano progressivo. Este, geralmente, está associado a uma pressão intraocular elevada, embora em alguns casos possa ocorrer mesmo com pressões consideradas normais. Se não tratado adequadamente, pode resultar em perda significativa da visão periférica e, eventualmente, da visão central, podendo levar à cegueira irreversível.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é uma das principais causas de cegueira irreversível em todo o mundo. Estima-se que mais de 76 milhões de pessoas sejam afetadas pelo glaucoma globalmente, com projeções indicando que esse número pode aumentar.
Já no Brasil, de acordo com dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) apontam que cerca de 1 milhão de pessoas têm glaucoma, sendo que metade delas desconhece o diagnóstico, isso porque esta é uma doença silenciosa. Sua prevalência aumenta significativamente com a idade, afetando cerca de 2% da população acima de 40 anos e até 6% das pessoas com mais de 60 anos.
Os diferentes tipos de glaucoma

Os principais tipos de glaucoma incluem:
- Glaucoma de ângulo aberto: este é o tipo mais comum, desenvolvendo-se lentamente e geralmente sem sintomas iniciais perceptíveis;
- Glaucoma de ângulo fechado: embora menos frequente, pode se desenvolver rapidamente e é considerado uma emergência médica;
- Glaucoma de pressão normal: ocorre quando há dano ao nervo óptico mesmo com pressões intraoculares normais;
- Glaucoma congênito: já presente no nascimento do bebê ou desenvolvendo-se na primeira infância;
- Glaucoma secundário: resulta de outras condições oculares, lesões ou uso de certos medicamentos.
Causas e sintomas da condição
O glaucoma é considerado uma doença multifatorial, cujo desenvolvimento e progressão são influenciados por diversos elementos. Não há uma causa exata, pois vários fatores de risco podem ser apontados.
Entre os fatores de risco para o seu desenvolvimento pode-se apontar:
- aumento da pressão intraocular;
- fatores genéticos e hereditariedade;
- pessoas com 40 anos ou mais;
- condições sistêmicas como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Em relação aos sintomas, em estágios iniciais, a doença não apresenta sintomas perceptíveis. Isso não significa ausência de doença! Sendo assim, os exames oftalmológicos regulares são essenciais para a detecção precoce.

No entanto, alguns sinais sutis podem ocorrer:
- dificuldade para adaptar-se a ambientes escuros;
- leve desconforto ocular ou sensação de pressão nos olhos;
- necessidade frequente de trocar a prescrição dos óculos;
- perda gradual da visão periférica (geralmente não percebida inicialmente).
Já nos estágios mais avançados da condição, os sintomas tornam-se mais claros e podem incluir:
- visão tubular pronunciada;
- dificuldade significativa para enxergar em ambientes com pouca luz;
- perda da visão central;
- dor ocular (em alguns tipos de glaucoma);
- náuseas e vômitos (em casos de glaucoma agudo de ângulo fechado).
Tratamento do glaucoma
O tratamento do glaucoma objetiva preservar a visão do paciente, prevenindo danos adicionais ao nervo óptico. A estratégia terapêutica mais comum concentra-se na redução da pressão intraocular, principal fator de risco modificável na progressão da doença. Para isso, os medicamentos, principalmente os colírios, são a primeira alternativa.

Algumas das terapias mais recentes incluem:
Atualmente, avanços significativos no tratamento do glaucoma permitem melhor precisão e eficácia no tratamento da condição.
Cirurgia minimamente invasiva do glaucoma (MIGS): procedimento que utiliza técnicas menos invasivas e mais seguras para reduzir a pressão intraocular;
Terapia com laser: usado para reduzir a pressão intraocular e prevenir danos adicionais ao nervo óptico. O tratamento com laser pode ser realizado de várias formas, incluindo trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) e iridotomia a laser;
Monitoramento remoto: as tecnologias de monitoramento remoto permitem que os oftalmologistas monitorem o progresso do glaucoma e ajustem o tratamento à distância. Isso reduz a necessidade de visitas frequentes ao consultório e melhora a eficácia do tratamento;
Implantes: alguns tipos de implantes podem ajudar a reduzir a pressão intraocular. Por exemplo, o dispositivo XEN ( um microimplante) que é inserido no olho para drenar o excesso de fluido.
Essas são apenas algumas formas de tratamento do glaucoma. No entanto, é importante conversar com seu oftalmologista para entender quais são as opções mais adequadas ao seu caso.
Sistema de Oftalmologia Integrada em Porto Alegre
O Sistema de Oftalmologia Integrada, fundado em 16 de janeiro de 2012, é uma Rede de Clínicas voltada exclusivamente à saúde ocular da população.
Nosso esforço é voltado a prestar um atendimento integral baseado em quatro pilares: prevenção, diagnósticos precisos, tratamentos clínicos e cirúrgicos resolutivos.
Atualmente, a Oftalmologia Integrada atende em três grandes polos de saúde, Serra Gaúcha, Porto Alegre e Região Metropolitana, promovendo de modo sustentável e inovador a gestão de recursos na assistência oftalmológica.