É provável que grande parte das pessoas saiba o que é a Catarata, porém nem sempre têm consciência de que se trata de um tipo de cegueira tratável, que não comprometeria sua qualidade de vida caso fosse identificada a tempo. Como seus sintomas podem ser detectados por meio de exames específicos, quanto mais cedo isso ocorrer, melhor será para reverter o quadro, ainda que por meio de tratamento cirúrgico.
Nesse contexto, é importante compreender que o principal fator preventivo da catarata são as consultas regulares ao oftalmologista. Caso exista suspeita da doença, o médico indicará os exames necessários para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Isso não quer dizer que haverá cura definitiva para a patologia, mas ao menos será possível “conter” seu avanço e impedir que ela se agrave ao ponto de evoluir para cegueira parcial ou total.
No texto de hoje, vamos abordar os principais exames solicitados pelo oftalmologista para a realização da cirurgia de catarata.
Estatísticas mostram os índices de cegueira no mundo
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que o número de brasileiros que apresentam deficiência visual severa, até o último censo de 2022, é de cerca de 6,5 milhões. Dentre estes, de 500 mil a 506 mil pessoas são consideradas cegas, enquanto o restante possui baixa visão ou deficiência visual severa.
Além disso, um estudo do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) mostra o impacto da falta de consultas preventivas na saúde ocular. Segundo o levantamento, 90% dos casos de deficiência visual são previsíveis ou tratáveis.
Quais os exames que podem ser solicitados pelo oftalmologista?
Durante a consulta oftalmológica, é realizado o exame oftalmológico completo, que inclui a medição da acuidade visual, da refração ocular e da pressão intraocular, a biomicroscopia na lâmpada de fenda e a avaliação do fundo de olho por meio do mapeamento de retina.
Além desses exames, caso seja indicada a cirurgia para correção da catarata, serão solicitados outros exames complementares a fim de finalizar o diagnóstico e acompanhar o grau de comprometimento ocular causado pela doença.
Exames pré-operatórios
- Topografia da córnea: exame que faz o mapeamento da córnea para investigar alterações na superfície do tecido ocular e auxiliar no diagnóstico de outras doenças oculares, além da catarata;
- Tonometria: consiste na verificação da pressão intraocular;

- Ultrassonografia do globo ocular: é o exame que analisa toda a estrutura interna e a anatomia de ambos os olhos para avaliar a saúde ocular do paciente;
- Microscopia especular da córnea: tem como objetivo analisar a quantidade de células presentes na camada mais profunda da córnea, o endotélio corneano, assim como seu formato e tamanho, para verificar se as células dessa região permanecem saudáveis, o que é essencial para a realização da cirurgia;
- Paquimetria: consiste na medição da espessura da córnea, a parte transparente do olho pela qual visualizamos a íris, a pupila e o fundo ocular;
- OCT de mácula: tomografia da região macular, parte mais nobre da retina, utilizada para analisar a microvasculatura e doenças maculares como degeneração macular relacionada à idade (principal indicação), por exemplo;
- Exame para calcular o tamanho da lente intraocular a ser implantada;
- Biometria por interferometria com IOL Master®: tem como função medir com precisão o comprimento axial do olho, além de fornecer outras medidas de suas estruturas internas para o cálculo das lentes intraoculares;
- Mapeamento de retina: exame que permite avaliar a superfície da retina, além de mapear o nervo óptico, mácula e vasos da região com o objetivo de identificar se há deslocamento da retina, infecções, degenerações ou lesões, hemorragias, entre outros danos;
- PAM (Potencial de Acuidade Macular): consiste em avaliar o potencial visual de pacientes com baixa acuidade quando são removidas as irregularidades e opacidades. Sua finalidade é permitir que o oftalmologista preveja se existe dano irreversível na visão e estabeleça um prognóstico da acuidade visual após a cirurgia.
Em relação a todos esses exames, é possível que o médico solicite apenas alguns na fase pré-operatória ou, se necessário, todos eles. O importante é que o paciente os realize para que tudo ocorra bem e, logo após se recuperar do procedimento, possa enxergar com nitidez o mundo ao seu redor.

E, caso os exames ainda não indiquem a necessidade de cirurgia, que siga todas as orientações do oftalmologista para que a catarata não evolua rapidamente nem chegue ao ponto de provocar cegueira.
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Oftalmologia Integral e Resolutiva
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